Cada dia mais, os jardins têm ganhado destaque na decoração das residências, sendo muitas vezes integrado a ambientes de socialização das famílias. Por tudo isso, tornar a beleza dessa área ainda mais evidente é super importante.

Um dos fatores que colaboram muito para isso é a iluminação de jardim, já que, quando escolhida de acordo, ela pode enaltecer alguns pontos de destaque e ainda tornar o espaço mais aconchegante e gostoso para ser desfrutado em todas as horas do dia – e também da noite.

Se você possui um local como esse, que tal aprender algumas técnicas e conhecer dicas de iluminação de jardim para deixar esse espaço da sua casa ainda mais charmoso e único?

1. Entenda a importância de um projeto de iluminação de jardim

Antes de ir às compras, é fundamental que você faça um bom projeto de iluminação de jardim. Você poderá optar entre os vários tipos de iluminação como a cênica, a objetiva, a conceitual, a dramática, entre muitas outras.

A dica principal na hora do planejamento, no entanto, é considerar o que será mostrado e as partes que deverão ser “escondidas” – recebendo um destaque menor. Para isso, é importante que você conheça quais são as espécies que o seu jardim possui, o tamanho do espaço e o que você deseja transmitir.

Se o seu jardim possui outros itens e ambientes, como piscinas ou uma área gourmet, é preciso que esses locais tenham mais destaque, assim poderão ser usados também durante a noite.

Além disso, na hora de projetar, tente pensar qual será a principal função da sua iluminação, já que além de tornar o local mais bonito, você também poderá pensar em aumentar a sua segurança e valorizar determinados pontos da arquitetura da sua casa, como pergolados e outros detalhes.

2. Escolha corretamente as lâmpadas

Depois de definir o que você deseja destacar e como irá fazer isso, é importante pensar em quais lâmpadas são mais indicadas, afinal elas são o elemento principal em qualquer projeto luminotécnico.

Na hora de definir quais serão usadas, é importante que você pense em alguns detalhes técnicos que podem fazer diferença no resultado final, como:

  • A temperatura da cor (K), que pode variar entre branca quente (2700K a 3000K) ou branca fria (4000K a 6000K);
  • O índice de reprodução de cor (RC);
  • O fluxo luminoso;
  • Os efeitos de radiação.

Tudo isso deve ser analisado para que você consiga trazer mais conforto a sua iluminação de jardim e também mais segurança.

Em geral, as lâmpadas de LED e o sistema de iluminação por fibra ótica são os mais aconselhados porque não transmitem calor às plantas, sendo assim opções mais seguras contra queimaduras e choques – além de serem bem mais econômicos.

Mas, se você não gosta do efeito dessas lâmpadas, pode apostar nas halógenas, que possuem um índice elevado de reprodução de cor e criam um efeito cênico muito bonito.

Contudo, é preciso ficar atento, já que elas são mais quentes que as outras opções e ainda transmitem calor às plantas, o que pode deixar as folhas mais ressecadas. Por isso, essas lâmpadas são mais usadas em áreas longe da vegetação, como nos bancos próximos à piscina, nos decks e em outras áreas de relaxamento.

A temperatura da cor da lâmpada é outro ponto que merece a sua atenção, já que ela vai definir o clima que você dará à iluminação do seu jardim. Assim, se você deseja criar um espaço mais sofisticado, uma boa ideia é investir nas temperaturas de cor mais baixas.

Se você possui plantas ou pontos que mereçam destaque, use a luz branca para conseguir esse efeito. As luminárias direcionadas também criam um ponto focal muito interessante. Essa técnica é chamada de up light e usa uma luminária embutida na terra para fazer uma iluminação de baixo para cima.

3. Conheça os tipos de iluminação de jardim

Já deu para notar que existem muitos detalhes envolvidos na iluminação de jardim, não é mesmo? Além de escolher as lâmpadas adequadas, é importante que você pense no tipo de iluminação que conseguirá transmitir o que você deseja. Os mais usados são:

  • Iluminação descendente: é muito usada na iluminação de edifícios e consiste em colocar uma luz em queda, proporcionando uma visão mais ampla sobre determinada área e garantindo uma iluminação mais uniforme e individualizada. Pode ser colocada em paredes próximas ao jardim ou outros pontos;
  • Iluminação ascendente: são as que oferecem maior segurança para a sua casa, pois ilumina de forma completa toda uma área. A iluminação ascendente de baixa tensão pode ser usada no seu jardim para iluminar corredores e caminhos que ligam essa área até a residência;
  • Iluminação Malibu: de todos os tipos, essa é a mais econômica, porque não requer nenhum tipo de instalação elétrica, sendo alimentada pela energia solar;
  • Iluminação de fundo ou silhueta: essa é a iluminação que mais vemos nos jardins, dando um efeito especial à determinada paisagem, sendo muito utilizada em festas e ocasiões especiais. As piscinas e as fontes ficam lindas com esse tipo de iluminação, ganhando um destaque cênico diferenciado.

4. Identifique os locais mais indicados para posicionar a iluminação de jardim

Esse é um ponto crucial que você deve considerar, afinal cada área do seu jardim poderá necessitar de um tipo diferente de iluminação, dando mais destaque a algumas áreas e deixando de evidenciar outras.

Uma dica prática é dar uma volta pelo seu jardim durante a noite e notar quais pontos necessitam de uma fonte de luz e de que forma você poderá fazer uso desses locais (como adicionando um banco, uma fonte ou outro detalhe que torne o espaço ainda mais agradável).

Embora você possa colocar as fontes de luz em qualquer ponto do seu jardim, alguns merecem destaque, como:

  • Decks e quintais: se você possui um espaço multiuso, pense em dividi-lo com a iluminação. Assim, você poderá utilizar uma luz diferente para o espaço gourmet, onde prepara as refeições, outra mais difusa para a área de descanso e assim por diante;
  • Plantas: iluminar as suas espécies faz toda a diferença no resultado final. Por isso, você poderá investir em um jogo de luz e sombra dando mais destaque a algumas espécies, como as palmeiras ou os arbustos, e também a objetos decorativos ou itens arquitetônicos, como fontes, bancos, pergolados e outros;
  • Corredores e passeios: as áreas de passagem que ligam o seu jardim a outros pontos da casa precisam de uma iluminação mais eficiente para a própria segurança dos moradores, porém sem deixar de ser acolhedora;
  • Piscina e outras fontes de água: ganham um charme a mais quando são iluminadas corretamente. Para ter mais segurança, o indicado é usar projetores externos. Mas, se você quer dar um ar mais decorativo ou cênico, a fibra ótica e as luzes de LED ficam lindas, além dos spots para a iluminação interna da piscina.

Com todas essas dicas, já está mais fácil pensar na iluminação de jardim da sua casa? Se você ficou com alguma dúvida, deixe-nos um comentário!

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