Iluminar a casa não é uma tarefa tão simples. Engana-se quem pensa que colocar um lustre bonito na sala ou algumas lâmpadas espalhadas pela cozinha seja suficiente. Ignorar certos fatores, como a temperatura de cor da luz e o tipo de lâmpada, pode gerar um consumo excessivo de energia elétrica e ainda deixar alguns cômodos indesejavelmente escuros.

Pensando nisso, listamos aqui os 6 erros de iluminação de ambientes mais comuns que a maioria das pessoas comete e nem sempre se dá conta. Acompanhe!

1. Escolher o tamanho errado da luminária

Esse é um dos erros mais comuns que as pessoas cometem quando não se importam com o planejamento da iluminação. Pendurar uma luminária ou um lustre muito pequeno sobre uma grande mesa ou bancada de cozinha não vai fornecer iluminação suficiente e também trará desproporcionalidade.

O mesmo vale para uma lâmpada gigante ao lado do cantinho da leitura, de uma cadeira ou de um sofá: ela será uma luz excessiva e violará as proporções do ambiente.

Como evitar? 

O tamanho de uma luminária ou de um lustre pode ser facilmente avaliado desta forma: somar a largura e a altura do ambiente e converter esse valor para centímetros.

Lembre-se de que a altura entre a parte mais baixa do objeto e a cabeça de quem usa o espaço deve ser de no mínimo 30 cm (ou 2 m do chão). Já sobre uma mesa, essa distância deve ser de 90 cm do tampo.

2. Ter apenas uma fonte de luz no ambiente

Investir em apenas uma fonte de luz também é um dos erros de iluminação de ambientes mais comuns. Isso porque, ao apostar em apenas um ponto luminoso, algumas áreas ficarão escuras.

Sem contar que áreas de estudo e trabalho podem não receber iluminação adequada, contribuindo para uma baixa produtividade.

Como evitar? 

Independente do ambiente, a iluminação deve ser equilibrada. E, para isso, usar camadas de luz é uma boa dica.

Você deve investir em uma fonte geral (geralmente utilizada no teto e no centro do ambiente), em uma iluminação de tarefa, destinada a uma atividade específica, e, por fim, em uma de destaque, feita para chamar a atenção de um elemento em particular.

Utilizando dessa “regra das camadas”, não tem como errar!

3. Usar spots de luz embutidos em excesso

Temos a impressão, muitas vezes, de que se usarmos vários spots de luz embutidos no teto não teremos mais problemas de iluminação. Mas esse é um erro grave.

Como não iluminam paredes — a luz deve refletir das paredes para iluminar adequadamente um espaço —, confiar apenas nessas luzes embutidas trará um grande desperdício de energia elétrica e, ainda, algumas áreas muito pouco iluminadas.

Como evitar? 

Use esse tipo de fonte luminosa sobre a cabeceira de uma cama, em um painel de TV, nos quadros pendurados na parede do corredor, em sancas de gesso etc.

Tente não usá-las excessivamente e sempre equilibre com outros tipos de iluminação. Caso contrário, além de mal iluminada, sua casa parecerá um tanto desleixada.

4. Ignorar a dimerização das lâmpadas e deixar o ambiente sem graça

iluminação de um ambiente é capaz de criar uma atmosfera específica, trazer drama ao espaço e ainda deixar tudo aconchegante e convidativo.

E uma maneira de não deixar todos os ambientes com o mesmo tipo de iluminação é não se esquecer da dimerização das lâmpadas. Ela é alcançada quando você consegue aumentar ou diminuir a intensidade do brilho da luz, deixando-a mais forte ou mais fraca.

Iluminação para quarto
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Como evitar? 

Tente instalar dimmers em toda a iluminação incandescente que você utilizar. Além de diminuir o consumo energético e o superaquecimento, você aumentará a vida útil de suas lâmpadas.

Uma ótima alternativa é o uso de luzes LEDs inteligentes, que podem ser esmaecidas ou ter suas cores alteradas, entre muitas outras funções, e são operadas a partir de um smarthopne, tablet ou pequeno controle remoto.

5. Não prestar atenção nas sombras

Quando o assunto é iluminação, logo se pensa em brilho, na capacidade de luminosidade e nos diferentes tipos de lâmpada, não é mesmo? Mas o que muitas vezes passa despercebido são as sombras formadas por elas.

Instalar uma luminária no lugar errado pode levar à formação de sombras desagradáveis, arruinando o design do ambiente e causando possíveis acidentes para os moradores.

Como evitar? 

Aqui é importante pensar no esquema de iluminação de todo o espaço, tentando simular diferentes fontes de luz em distintos pontos do cômodo e observando as mudanças (uma lanterna é uma mão na roda nessa tarefa).

Porém, para ter certeza de que tudo ficará perfeito, contar com a ajuda de um profissional para desenhar o projeto de iluminação junto aos móveis é garantir um cenário digno de revistas de arquitetura e decoração.

6. Subestimar a temperatura de cor das lâmpadas

O significado da temperatura de cor da iluminação é, muitas vezes, subestimado. Por mais surpreendente que possa soar, esse detalhe pode ter um enorme impacto na sua vida diária.

Se você cometer algum erro relacionado a esse item, o ambiente pode parecer sem vida ou sem inspiração e, ainda, causar desmotivação ou afetar diretamente a sua produtividade.

Como evitar? 

Há muitos fatores que podem determinar a temperatura de cor para um cômodo específico, dependendo do tipo de sala, da cor das paredes e até do seu gosto pessoal.

Mas uma dica básica é escolher as lâmpadas de tons frios (brancas e azuladas) para ambientes que requerem concentração e as de tons quentes (amareladas) para os espaços calmos e relaxantes.

Como dito anteriormente, a iluminação da casa parece algo simples, mas, na verdade, requer atenção e cuidado. Ela deve ser pensada detalhadamente, como qualquer outro ponto da casa. Caso contrário, alguns erros cometidos só poderão ser revertidos com obras demoradas e caras.

Agora você já sabe que iluminar um ambiente não é simplesmente instalar uma lâmpada e apertar o interruptor, não é mesmo?

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