Como escolher cortinas para o meu lar?” — essa é uma dúvida frequente que muitas pessoas têm enquanto finalizam a decoração da própria residência e buscam aqueles detalhes que vão fazer a diferença no conforto e na estética dos cômodos.

Afinal, além de reforçarem e personalizarem o décor adotado, elas contribuem para aumentar a privacidade da sua família, criar bloqueios contra a luminosidade excessiva durante o dia, manter estável o clima interno dos ambientes e diminuir os barulhos externos ao criar barreiras contra o vento que propaga os sons.

Por essa razão, reunimos 5 dicas que vão ajudá-lo nessa tarefa e garantir que você opte pelos melhores modelos para a sua casa. Acompanhe!

1. Leve em conta o tipo de decoração do seu lar

A primeira delas é levar em conta qual o tipo de decoração do seu lar ao escolher novas cortinas. Isso porque há modelos que se encaixam mais com determinadas vertentes por conta do formato, material, cores e aparência que têm. Logo, escolher a versão certa vai ajudá-lo a complementar e valorizar a ambientação de cada espaço. 

Por exemplo, as persianas de madeira remetem à terra e contam com um visual mais rudimentar e simplista que combina muito bem com os estilos escandinavorústico, boho e oriental. Já os modelos tradicionais de voil, que são mais longos, delicados, com tonalidades neutras e feitos com tecido natural (como linho e algodão), harmonizam melhor com um décor romântico, cottageprovençal.

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2. Considere as proporções da janela e do pé direito do cômodo

Fora a sugestão anterior, não deixe de considerar dois pontos importantes. O primeiro deles trata-se justamente das dimensões da janela. Afinal, por mais óbvio que pareça, é essencial que a cortina não seja do tamanho exato dela, mas sim, pelo menos, 30 centímetros maior na largura e 50 centímetros maior na altura — uma vez que parte reveste ou fica dentro do suporte de instalação.

Ou seja, se a sua janela tem 150 cm de altura x 100 cm de largura, a cortina obrigatoriamente deve ter, no mínimo, 200 cm de altura x 130 cm de largura. Do contrário, a barreira contra a luz e os sons pode ser ineficaz e a sua privacidade não ser 100% preservada. Isso sem falar, é claro, que o modelo escolhido pode ter um apelo estético negativo, ainda mais se estiver no centro do cômodo.

Já o segundo aspecto é o comprimento do pé direito do recinto. O motivo disso é que se ele for reduzido e não passa de 3,3 a 3,5 metros, é recomendado instalar cortinas estendidas que vão do teto ao chão, pois elas geram o efeito de continuidade da parede — o que vai tornar o espaço visualmente maior.

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3. Analise o material de cada peça disponível

No mercado, é possível encontrar os mais diferentes modelos de cortinas, como as tradicionais (de voil), as persianas, as romanas, as duofold, as de silhouette, as de painel e as de rolô. Todas elas têm aspectos bem específicos e é preciso que você esteja atento a eles, em especial quando se trata dos níveis de praticidade de abertura e de transparência.

É que quanto mais pesado for o material com o qual a cortina é fabricada, mais resistente ela será ao movimento (para abrir, fechar ou simplesmente mudar de local). Um exemplo que ilustra bem isso é que as versões de painel são mais leves e esvoaçantes do que as persianas — que geralmente são de madeira ou PVC.

Além disso, quanto maior a presença de tecido natural, maior será a transparência e a consequente passagem de luz, já que esse tipo de fibra tem a superfície mais vazada. Logo, uma cortina tradicional de voil não terá um bloqueio tão eficiente quanto uma do tipo rolô, que tradicionalmente tem função blackout — que é o bloqueio total da luminosidade.

4. Atente à cor do modelo escolhido

Fora o que já foi dito sobre como escolher cortinas, não deixe de ficar atento quanto à cor da peça desejada — e não, não se trata de uma questão de décor. É que caso você pretenda instalá-la em uma janela que recebe sol durante todo o dia, não é aconselhável que o tecido dela seja uma tonalidade escura e fechada, como preto, cinza chumbo, azul-marinho e marrom terra.

Isso porque, assim como acontece quando usados na pintura das paredes, esses tons absorvem o calor da luz solar (e também da artificial, vale mencionar) e demoram a dissipá-lo. Com isso, aumentam a temperatura interna da sua casa, tornando-a mais abafada e desconfortável.

Agora, imagine isso todos os dias e, em especial, durante o verão em cômodos com metragem reduzida. O resultado é o pior possível: o seu imóvel vai se tornar totalmente desagradável e inabitável!

Portanto, só escolha cortinas com essas cores caso o local onde elas serão instaladas não sejam expostos diretamente ao sol — algo comum, por exemplo, em apartamentos com orientação solar para o oeste e o sul.

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5. Pense na higienização da cortina

Por fim, não cometa o mesmo equívoco no qual muitas pessoas ainda insistem: ignorar como será a higienização da cortina. Afinal, mesmo que seja uma tarefa necessária apenas uma vez a cada seis meses, ela pode, sim, gerar muita dor de cabeça.

O motivo disso é que os modelos com tecido natural demandam uma limpeza a seco para evitar o desgaste das fibras. Do contrário, elas desbotam, apresentam manchas e ficam com a superfície áspera e com a aparência envelhecida — problemas que, certamente, vão inutilizar a peça.

Já as versões com tecido sintético, embora sejam mais resistentes e possam até mesmo serem higienizadas no seu próprio lar, não devem nunca serem inseridas em máquinas de lavar, pois a centrifugação é capaz de provocar fissuras e rasgões no tecido.

Por outro lado, os modelos que são fabricados com outros materiais, como a madeira e o PVC, requerem uma limpeza mais manual, uma vez que não são molhadas ou submersas em água. Para limpá-las, é preciso o uso de panos de microfibra umedecidos, espanadores de pó e, em casos com uma maior quantidade de poeira, um aspirador de pó portátil.

Agora que você já conhece as principais dicas sobre como escolher cortinas para a sua casa, não deixe de segui-las. Assim, evita-se erros bobos que comprometem não só a decoração dos ambientes, como também o conforto e o aconchego da sua família.

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